Neuromarketing: Tendências e Principais Técnicas disponíveis

O padrão de consumo mudou, mas sabia que as grandes empresas usam o Neuromarketing a favor do negócio?

Coca-Cola, Nike e Google utilizam de algumas táticas para fazer que as decisões sejam tomadas no “automático”.

É provável que você esteja pensando que não é assim e um exemplo confirma essa informação: promoção por tempo determinado. Sendo assim, concorda que a pressão para comprar é maior e você não quer perder aquele desconto?

É uma das técnicas que o Neuromarketing e acredite: as empresas estão investindo cada vez mais nessa tática. Dessa forma, veja mais informações para que você utilize esse recurso para o seu negócio. 

Neuromarketing: Definição

Sabe quando você se pergunta “por qual motivo o cliente opta por uma marca e não pela outra”? Em seguida, deseja saber a razão para que alguém compre uma, Ferrari e não um Porsche? 

O Neuromarketing estuda essas perguntas e traz uma visão voltada para a neurociência, ou seja, o estudo da mente humana. Portanto, é algo que faz muita diferença nas empresas e traz informações válidas sobre a compra. O termo foi cunhado por Gerry Zaltman, por meio de suas obras, e é estudado desde os anos 90. Por pertencer à Universidade de Harvard, o autor é amplamente respeitado e trouxe uma contribuição importante para o estudo.

A Coca-Cola é um exemplo claro de ser vanguarda e utiliza o Neuromarketing desde 1991. Já se passaram 30 dias e agora responda: por que você acha que a empresa nunca registra perdas financeiras? 

Como aplicar a neurociência no marketing?

O Neuromarketing, antes de mais nada, consiste em aplicar as tecnologias de neurociência dentro do marketing. Do mesmo modo, depende da aplicação da tomografia cerebral para descobrir as reações a determinados estímulos. Outro exame utilizado é a ressonância magnética e visa saber a dilação da pupila à determinado estímulo. Juntamente com essa medição, também dá para ter a resposta muscular e a temperatura da pele quando é estimulado.

O Neuromarketing usa essas informações e estimula o tempo de resposta. Além disso, outros itens são estudados, como, por exemplo, a frequência e a localização da atividade neuronal, dando um panorama completo.

Uma teoria bastante utilizada nesse processo, é a Teoria de Cérebro Trino e que foi desenvolvida por Paul MacLean. É fundamental entender às três partes e abaixo veja as informações sobre cada uma delas:

  • Cérebro Reptiliano– Primeiramente, é a parte responsável pelas emoções primitivas e aciona os instintos de sobrevivência das pessoas. Fome, segurança e sono são características das emoções acionadas.
  • Cérebro Límbico– Trata-se do segundo nível e engloba as emoções relacionadas aos 5 sentidos (olfato, audição, visão, paladar e tato). Por ter o hipocampo, essa parte trata do armazenamento de informações.
  • Neocórtex– Em primeiro lugar, essa região é o que difere os homens dos animais, já que é onde estão os lobos cerebrais. Interações sociais, racionalidade e criatividade estão presentes nessa parte do cérebro. 

Agora é possível que você pense na relação que existe das partes com o marketing, não é mesmo? Então, a neurociência oferece tecnologias para que seja possível estimular as partes corretas e sempre de acordo com a oferta.

Por exemplo: o Burger King pode utilizar técnicas para o cérebro reptiliano, enquanto a Gibson prefere aplicar táticas para o cérebro límbico. Lembre-se: esses exemplos são sucintos, mas indicam a importância desse recurso.

Quais são as tendências do Neuromarketing para o futuro?

Quando alguém pensa nas tendências do Neuromarketing, é comum ter o “pensamento mágico” e isto é terrível. Afinal, não se trata de soluções mágicas e nem milagrosas, uma vez que consiste em muito estudo.

As tendências para o futuro podem ser resumidas em três partes e é fundamental conhecer cada uma delas. Da mesma forma, o processo de aplicação depende de aplicá-las no seu negócio, de acordo com o caso. 

Ser utilizada em textos e anúncios 

O uso em textos é importante, já que grande parte do marketing digital consiste em utilizar conteúdo. Ainda mais atualmente, vale a pena investir em gatilhos mentais e sempre seguir a jornada de compra da sua persona.

A utilização de anúncios é útil e especialmente no Google Ads, Instagram Ads e Facebook Ads. O estudo, novamente, dos tipos de cérebros é primordial e auxilia a utilizar todos os recursos para gerar estímulos corretos no público. 

Focar nos três tipos de cérebros

Se existisse um “bê-á-bá” do Neuromarketing, acredite: focar nos três tipos de cérebros é fundamental. No entanto, lembre-se: nem sempre é preciso estar em um nicho de determinado cérebro para que você estimule essa parte.

Imagine alguém que vende um curso avançado para guitarra e você pode pensar que é melhor focar no neocórtex. Por outro lado, seria melhor usar o instinto de sobrevivência e mostrar que é preciso avançar nas habilidades.

Estar aberta para estudos novos

O Neuromarketing, como explicado no início, é a aplicação da neurociência no marketing. Por ser uma ciência, é essencial que a pessoa esteja aberta aos novos conhecimentos científicos e não se prenda a modelos prontos.

Quando Einstein reformulou parte do trabalho de Isaac Newton, a ideia foi de agregar informações que o “Pai da Física” não dispunha na época. Em outras palavras, o Neuromarketing do futuro vai avançar como o mundo avança. 

Principais ferramentas do Neuromarketing: Gatilhos mentais

Sabe quando você toma decisões no automático e nem se dá conta que tomou-as? Essa situação indica que os gatilhos mentais foram utilizados e no marketing digital é muito comum que o uso seja feito.

Existem muitos disponíveis e o principal é usá-los de acordo com o caso, já que demandam estudo. Atualmente, é possível citar pelo menos 5 e a seguir você saberá como proceder em cada um dos casos:

Escassez

Tudo que é escasso tem mais valor e um bom exemplo disso é quando uma montadora de carros lança um modelo exclusivo. Além disso, outro exemplo é usar as palavras “exclusividade, único, poucas unidades” no texto ou anúncio.

Urgência

Todo ano tem a Black Friday e as pessoas compram no impulso, concorda!? Certamente que é um gatilho mental e dá para usar um contador de tempo ao lado ou expressões para impactar como: “agora mesmo”, “ainda hoje”.

Novidade

Quando um produto é novo, a curiosidade é despertada e é possível que atitudes insanas sejam tomadas. Uma bela opção é usar a palavra “novo” e mostrar que aquilo que está vendido é o mais novo do mercado. 

Prova Social

Se a massa consumir algo, seja sincero: a sua curiosidade é despertada e o comportamento de manada tem mais chance de ser ativado. Para usar esse recurso, use palavras como “o mais vendido”, “o preferido”.

Conclusão:

Neuromarketing não é manipulação, trata-se de persuasão 

Por fim, é importante entender que não é necessário manipular o público e essa nem é a proposta. Se uma pessoa se sente manipulada, a compra acontece apenas uma vez e o feedback nunca é positivo.

A persuasão é uma tática muito mais útil e que convence o público pelo exemplo, podendo ser mantido a longo prazo. Uma pessoa satisfeita tende a fazer propaganda sobre aquele produto/serviço para que outras pessoas possam conhecer.

O Neuromarketing usa todos os recursos possíveis para persuadir, jamais para manipular ou influenciar negativamente alguém. Enfim, antes de querer vender um produto ou serviço e lucrar, confira se o mesmo é realmente bom.

Por: Nuno Cruz

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